Ranking das diárias pagas pela Câmara de Muriaé

Por LUCIANA ARCHETE

Advogada e Jornalista MG19681JP

Um gasto com dinheiro público em nome do conhecimento sobre leis, projetos e administração do Parlamento foram as justificativas apresentadas por nove dos 17 vereadores que, somente este ano saíram, e muito, em nome da Câmara Municipal de Muriaé.

Até um funcionário da Prefeitura Municipal de Muriaé (lotado na secretaria municipal de Agricultura e Meio Ambiente) utilizou verba de diárias e viajou em nome do Poder Legislativo Municipal, utilizando R$ 1.440,00 conforme nota empenhada e repassada ao servidor do município.

O diretor geral da Câmara foi o terceiro que mais usou esta dotação para viajar em nome da Câmara Municipal. O assessor do Diretor Geral também foi outro servidor da Câmara que saiu da cidade, e muito, em nome de buscar conhecimentos, mais até que seis outros vereadores.

O problema é que, na apresentação de contas não se explica claramente quais cursos foi feito em nome da busca pelo conhecimento, hotéis utilizados nestas hospedagens e falta de documentos para comprovar os gastos e critérios de escolha destes locais.

O pente-fino sobre este benefício com dinheiro do povo de Muriaé mostra viagens para acompanhar deputado estadual; visitar e conhecer Câmara Municipais com menor infraestrutura que a irmã de Muriaé, congressos, palestras e muitos outros que às vezes, nem consta pra onde a pessoa viajou ou o que foi fazer, apenas o que foi pago em nome desta ausência do município.

Teve até um congresso em Belo Horizonte que tinha mais de sete representantes de Muriaé, a maioria assessores.

As diárias, em tese, servem apenas para custear a hospedagem e a alimentação em viagens oficias em nome da Câmara de Vereadores. Isso não significa que haja irregularidades. Apenas que as despesas com viagens são elevadas. Ainda mais que, os vereadores não dizem, em plenário, durante as sessões ordinárias que viajaram e o que foram fazer para que a população saiba que o vereador está atento ao que ocorre em nome do mandato. A falta desta prestação de conta pública é um problema.

Abaixo o ranking das viagens efetuadas até novembro de 2017. Esta jornalista decidiu utilizar o cargo de assessores (e não o nome) que utilizaram estes recursos para viagens, já os vereadores, serão citados.

Uma terceira reportagem serão explicitados os dias em que foram dadas entradas sobre as viagens e os valores pagos.

Cada diária custa aos cofres da Câmara de Vereadores, R$ 400,00 e, todas as informações constam no Portal da Transparência. Quem paga este privilégio de poucos é o povo.

A utilização, total ou parcial, desta reportagem requer citação de fonte conforme prevê legislação em vigor sobre Direitos autorais.

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