POTENCIAL HÍDRICO DE UBERLÂNDIA AMPLIA TURISMO DE AVENTURA AQUÁTICA

Com um vasto potencial hídrico e localizada num ponto estratégico no mapa nacional, Uberlândia celebra mais um Dia Municipal do Turismo e do Turismólogo (comemorado na próxima quarta-feira, 27 de setembro) com o desenvolvimento exponencial do Turismo de Aventura Aquático. A cidade tornou-se, na última década, uma das referências nacionais na prática de modalidades como mergulho, canoagem e stand up paddle em água doce.

Frente a essa realidade, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (Sedeit) realiza a 11ª Maratona do Turismo com o tema Uberlândia Destino de Aventura. Em incentivo aos empresários do setor e em apoio ao Conselho Municipal de Turismo (Comtur), a Prefeitura de Uberlândia reforça a importância do fomento das atividades de aventura na cidade. Além da maratona, o grupo elaborou uma semana para que a população conheça e participe das mais diversas modalidades relacionadas às experiências de aventura. A ação acontecerá na segunda quinzena de novembro no Parque do Sabiá.

Mergulho

Você sabia que Uberlândia possui, pelo menos, 15 pontos de mergulho catalogados nas represas que margeiam a cidade e no rio Uberabinha? Tratam-se de belas paisagens em regiões de fácil acesso e bem próximas do centro urbano. Mergulhadores profissionais e amadores dispõem de empresas especializadas em fornecer equipamentos, cursos e apoio para quem quiser se aventurar nas águas da região.

Atualmente, o município recebe a visita de praticantes de mergulho de várias regiões do país. Eduardo Henrique de Oliveira é mergulhador profissional há 12 anos. Nesse tempo, ao perceber o aumento da demanda e de recursos oferecidos pelo município, criou uma empresa que dá cursos regulamentados de mergulho. Ao todo, sua formação já qualificou 750 alunos.

“Muita gente liga o mergulho diretamente com o mar. Nossa região é considerada a capital nacional do mergulho em água doce. Nossas represas são perfeitas para a prática, ainda mais nesta época do ano, com menos incidência de chuvas”, explicou. A cidade oferece condições de praticar mergulho de caça subaquática, autônomo, técnico e apneia.

Stand up paddle

O potencial hídrico de Uberlândia tem, a cada dia, atraído mais adeptos de stand up paddle, no qual o praticante fica em pé numa prancha e usa um remo para se mover na água. A modalidade de lazer, antes exclusiva a cidades litorâneas, encontrou, em pleno cerrado, um propício ambiente para a sua prática.

Carol Costa, natural de Vitória (ES), é instrutora da modalidade. Ela mudou para Uberlândia recentemente após constatar as infinidades de possibilidades oferecidas pelas represas. Após perceber o crescimento da demanda, ela abriu uma empresa que aluga os equipamentos, organiza passeios e ensina a técnica correta. “As pessoas ainda estão começando a entender todo esse potencial. A intenção é que aqui vire um pólo nesse sentido. Já recebo várias pessoas que são de fora e descobrem o serviço na cidade”, explicou.

As atividades oferecidas contemplam diversas variações da modalidade, como yoga, pilates e atividade aeróbica praticadas sobre a prancha. Também são organizadas remadas em diferentes horas do dia, desde o nascer e pôr do sol, até passeios durante a lua cheia. “Com a alta demanda, também vamos começar, a partir do próximo mês, uma nova modalidade, conhecida como canoa havaiana. A cidade tem se apaixonado por esse tipo de esporte”, contou.

Caiaque

Foto: Marcos Ribeiro (divulgação)

O município também enxerga um crescimento de praticantes de caiaque de turismo. Pedro Augusto Feliciano abriu uma loja online e possui um comércio na cidade para a venda de equipamento destinado à prática. Suas vendas, embora contemplem várias regiões do país, possuem grande procura por residentes da cidade. “Nossa procura local aumentou bastante, porque nossa região possui muita estrutura aquática. Temos vários pontos de turismo para esse fim, com pesqueiros e restaurantes”, explicou.

O empresário Lucas Marquez Rezende conheceu o caiaque há cerca de um ano nas águas da região. “Eu queria um esporte que eu tivesse independência para praticar. Nunca imaginei que iria gostar tanto assim. Fiz amigos e hoje tenho uma turma unida para praticar, tanto nas represas de Miranda quanto em Capim Branco”, explicou.

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