DÍVIDAS DE HOSPITAIS FILANTRÓPICOS DEVE SER SER NEGOCIADA E REGRAS SAEM EM SETEMBRO

Hoje em torno de R$ 13 bilhões no País, a dívida dos hospitais filantrópicos com os bancos poderá vir a ser renegociada neste ano, em condições que devem ser divulgadas a partir de setembro próximo. Foi o que acenou, nesta segunda-feira (8/8/16), o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, durante audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O secretário anunciou para este ano também a revisão da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para alguns procedimentos, como biópsia, radioterapia e hemodiálise. Francisco disse, ainda, que está em andamento a retormada do processo de credenciamento de novos serviços ao SUS no País, o que deve resultar num incremento de recursos de R$ 240 milhões ao ano no caso de Minas Gerais.

A audiência contou com a presença de gestores públicos e hospitalares de vários municípios mineiros, como Ponte Nova (Zona da Mata), Patos de Minas (Alto Paranaíba), Uberaba (Triângulo Mineiro), Governador Valadares (Vale do Rio Doce), Montes Claros (Norte de Minas), Pouso Alegre (Sul de Minas), Curvelo e Barbacena (Região Central do Estado), além de Belo Horizonte. Eles apresentaram reivindicações locais, com destaque para serviços como de oncologia e CTI, mas, em geral, defenderam a habilitação de novos serviços ao SUS e soluções para o financiamento do sistema, cuja defasagem da tabela é apontada como a grande causa do endividamento do setor.

Credenciamento – Há 40 dias no cargo, o secretário do Ministério da Saúde disse ter encontrado uma série de desafios, entre os quais cerca de 2 mil processos de credenciamento estagnados e a utilização de 120 softwares na pasta, dificultando a obtenção e o acompanhamento de informações.

AL AL2

 

Fotógrafo: Ricardo Barbosa

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