JUROS DO CARTÃO DE CRÉDITO EXIGEM CUIDADO REDOBRADO

Os juros no cartão de crédito em maio de 2016 chegaram a inacreditáveis 441,76% ao ano, conforme relatório da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). É a quinta alta seguida neste ano e a maior desde outubro de 1995, quando chegou a 459,53%. Cada vez mais, o consumidor precisa tomar cuidado para que seu cartão de crédito não se transforme em um pesadelo financeiro. O alerta é do Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Está sujeito a essa taxa de juros quem deixa de pagar o valor total da fatura. Por exemplo, se os gastos com cartão foram de R$ 1.000 e o consumidor pagou apenas a parcela mínima de 15%, ou seja, R$ 150, os juros incidirão sobre o restante (R$ 850), chamado “crédito rotativo”. Assim, se não for quitada, essa dívida de R$ 850 vai subir para R$ 3.825 em um ano. Não é de se estranhar, portanto, que muita gente se torne inadimplente e acabe com o nome nas listas do SPC e Serasa.
Somente neste ano (janeiro a maio), 124 consumidores já procuraram o Procon Assembleia (unidade Espaço Cidadania) em busca de ajuda para renegociar dívidas do cartão de crédito. De janeiro a maio de 2015, o número foi um pouco menor, 114. Se forem consideradas todas as reclamações referentes ao cartão (cobranças indevidas, envio de cartão não solicitado, clonagem etc.), foram 415 este ano e 417 em 2015, aproximadamente 9% de todas as queixas registradas no órgão.
Portanto, pagar integralmente a fatura é a coisa certa a fazer, mesmo que isso signifique abrir mão de outros desejos de consumo por algum tempo. Para quem não tem muito controle sobre os próprios gastos, o Procon Assembleia sugere que sequer possua um cartão de crédito. Para essas pessoas, o ideal é pagar à vista tudo que comprar, evitando assim o endividamento futuro.
Nem sempre, porém, é possível ter todas as finanças sob controle. Despesas imprevistas com saúde, por exemplo, podem dificultar o pagamento integral da fatura do cartão. Nesse caso, o Procon Assembleia orienta que o consumidor deve buscar alternativas. Uma opção aceitável é recorrer a um empréstimo consignado, para o qual os juros são mais baixos, e quitar a dívida do cartão.

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