AÇÃO DO BOPE NOS MORROS CHAPÉU MANGUEIRA E BABILÔNIA

por BETHÂNEA AMARO MATOS QUIARELI

Estudante de Comunicação das Faculdades Integradas Hélio Alonso

Reportagem especial para a Rádio e TV Cidadã de Muriaé

 

Na noite de quarta-feira (23 de março de 2016), o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) entrou pela mata que liga as favelas Chapéu Mangueira e Babilônia para realizar uma operação contra os traficantes locais, que haviam realizado combate entre si no sábado.

Segundo informações de moradores, o confronto era para conseguir a dominação do Comando Vermelho no morro Chapéu Mangueira, já que a Babilônia está dominada. Porém, no meio do conflito foi atingido um jovem de 22 anos que voltava da praia com amigos, e ao ver a troca de tiros correu para se esconder e acabou sendo atingido e morreu no local. Com receio de haver novos conflitos, o BOPE entrou na mata para poder realizar uma operação e prender os traficantes.

Nessa operação, quatorze pessoas morreram, incluindo um homem do BOPE. Moradores e comerciantes ficaram com medo e prejudicados com essa ação, pois foi realizada às 18 horas, muitos não puderam voltar para casa ou ir trabalhar por conta do conflito. O comerciante David Bispo, dono do famoso “Bar do David” e que todo ano participa do tradicional concurso Comida de Boteco, ressaltou sua preocupação com esses conflitos para a comunidade, por afetar diretamente seu comércio. Lembrando como a implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi importante para a comunidade, podendo trazer mais turistas, e foi assim que seu bar cresceu. Hoje seus principais clientes são pessoas que não moram na comunidade. Agora ele vê seu bar vazio, tento em vista o medo de novas trocas de tiros. À nossa reportagem disse: “a gente, em determinado momento, viu as pessoas subindo a favela e viam o quanto era um lugar seguro e tranquilo. Consegui o destaque para o meu bar. Agora as pessoas estão novamente com medo de subir”.

O presidente da Associação de Moradores, Luiz Alberto Jesus, relembrou de como a comunidade estava tranquila, segura, com a implantação da UPP desde Junho de 2009 foi importante, desta data, não teve registros de mortes antes desses últimos conflitos, ressaltando também a preocupação com a segurança dos moradores e como a influência do tráfico nos jovens pode voltar com força. A mesma preocupação de Letícia Fernandes, moradora da comunidade há mais de trinta anos que brincou: “um tempo atrás para eu poder ver tiros, só indo ao cinema, pois a comunidade estava muito tranquila e segura. Lógico que os traficantes ainda estavam no morro e vendendo drogas, mas, porém, tinham receio por causa da UPP. Agora, vendo como a polícia do Rio de Janeiro está fragilizada, resolveram tomar o morro novamente”, afirmou.

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